Setorial - Nossa terra no ar.
17 de junho de 2014 09:24

Riscos de pré-eclâmpsia são maiores no inverno

A doença atinge cerca de 7% das gestações

Por Redação

As futuras mamães precisam ficar atentas com o inverno. Além de doenças comuns, como gripes e resfriados, a queda das temperaturas pode gerar um agravante para as gestantes. Como o organismo acaba trabalhando um pouco mais para manter a temperatura do corpo, é comum que ocorra aumento da pressão arterial devido a contração dos vasos sanguíneos. E é aí que está o perigo. Em alguns casos, as mulheres grávidas têm chance de desenvolver a pré-eclâmpsia, uma doença que eleva a pressão durante a gestação e pode trazer sérios riscos à mãe e ao bebê.

Apesar de não ter uma causa específica, a pré-eclâmpsia é tratada pela medicina como uma anomalia no desenvolvimento dos vasos sanguíneos da placenta ainda no início da gestação, o que acarreta em diminuição do fluxo sanguíneo placentário que causa a liberação de fatores antiangiogênicos e outras substâncias na circulação materna, que acabam resultando em hipertensão.

É este fluxo de sangue para a placenta o responsável por levar oxigênio e nutrientes ao feto. O aumento da pressão arterial pode prejudicar o crescimento do bebê e alterar a vitalidade. Em alguns casos, é necessário fazer a antecipação do parto. Existe também o risco de descolamento prematuro da placenta, o que leva a uma emergência obstétrica com indicação de parto imediato.

A doença atinge cerca de 7% das gestações, e é mais comum nos casos de gravidez múltipla, adolescentes e mulheres com mais de 40 anos. Além dessas predisposições, existem também os fatores de risco, como uma primeira gravidez, hipertensão crônica, diabetes mellitus – decorrente do aumento anormal do açúcar ou glicose no sangue – obesidade, neoplasia trofoblástica gestacional, doenças do colágeno, problemas renais e antecedente pessoal de pré-eclâmpsia em gestação anterior ou familiar (mãe ou irmãs).

A pré-eclâmpsia é a doença com maior mortalidade materna no Brasil e necessidade de internação imediata nos casos mais graves. Se não for tratada, o quadro pode evoluir para a eclampsia, quando ocorre convulsão.

Para evitar tais situações, a gestante deve ter uma série de cuidados durante a gestação. Atividades físicas moderadas também são recomendadas, bem como a ingestão de bastante água.

Saiba quais são os sintomas:

• Inchaço, principalmente de mãos e rosto;
• Ganho de peso;
• Dor de cabeça;
• Distúrbio visual;
• Dor de estômago;
• Desconforto respiratório;
• Mal-estar;
• Convulsão

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