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06 de abril de 2016 07:50

Prefeitura realiza coletiva de imprensa para esclarecer situação de H1N1 em Pinda

Por Redação

A Prefeitura de Pindamonhangaba realizou, na manhã desta terça-feira (5), uma entrevista coletiva de imprensa para esclarecer as dúvidas a respeito da suspeita de caso de H1N1 na cidade. Participaram a secretária de Saúde, o diretor do Departamento de Riscos e Agravos à Saúde e a médica epidemiologista da Prefeitura, que responderam aos questionamentos dos veículos de imprensa.

A intenção da coletiva foi esclarecer a população a respeito da situação atual de H1N1 na cidade, principalmente após a divulgação de um caso de óbito de uma criança, no último final de semana, e que ainda está sob investigação, no Instituto Adolfo Lutz. Atualmente, Pindamonhangaba possui 18 casos notificados de H1N1, nenhum confirmado por exame laboratorial. Existem dois óbitos em investigação, um caso descartado e 17 aguardando laudo do Adolfo Lutz.

De acordo com o diretor de Riscos e Agravos à Saúde, não há como antecipar a vacinação na cidade, pois segundo o protocolo do Ministério da Saúde, seria necessário um número elevado de casos positivos de H1N1, o que não é o caso. “Tudo o que depende de nós, da Secretaria de Saúde, está sendo feito. Todos os casos com suspeita estão sendo tratados como H1N1, independentemente do resultado laboratorial, que demora cerca de 15 dias. Não temos como antecipar a vacinação, que terá início seguindo o calendário oficial do Ministério da Saúde, em 30 de abril”, explicou.

A indicação da Secretaria de Saúde é quanto à prevenção. “Nessa época do ano, é comum a circulação de vários vírus respiratórios. Por isso, é necessário nos prevenirmos, principalmente as pessoas do grupo de risco, evitando lugares fechados e aglomeração de pessoas, além de lavarmos sempre as mãos”, explicou a médica epidemiologista. “Em caso de sintomas como febre por mais de dois dias, dores no corpo, tosse seca, falta de ar, é necessário procurar atendimento médico. Se os sintomas forem leves, como somente coriza, por exemplo, indicamos que as pessoas procurem primeiramente o posto médico de seu bairro, evitando o Pronto Socorro, onde há maior concentração de pessoas doentes”, destacou.

São consideradas do grupo de risco: gestantes, crianças com até dois anos de idade, puérperas (mulheres que pariram recentemente), idosos com mais de 65 anos, diabéticos, hipertensos, obesos, pessoas com doenças crônicas respiratórias. As demais pessoas, consideradas saudáveis, não estão no grupo de risco, por isso não receberão a vacina distribuída pelo Ministério da Saúde, mas devem manter a prevenção. Importante ressaltar que mesmo não sendo do grupo de risco, se essas pessoas apresentarem os sintomas da H1N1 serão tratadas com a mesma agilidade e seguindo o mesmo protocolo dos integrantes do grupo de risco. A Secretaria de Saúde afirmou que possui medicamento adequado suficiente para atendimento aos pacientes diagnosticados.

“Temos que ter uma série de cuidados daqui para a frente. A situação está posta, todo o estado de São Paulo está em alerta. Criamos um gabinete de crise, que se reúne todas as sextas-feiras, para acompanhamento e decisões a respeito dessas situações de epidemia”, pontuou a secretária de Saúde.

Além da H1N1, a secretária de Saúde da Prefeitura alertou a respeito da situação de dengue, que continua crescente no município. “Não podemos perder o foco. Temos que manter a atenção para a dengue também”, destacou. “Hoje temos mais de 270 casos na cidade, inclusive entramos em situação de emergência na sexta-feira (1º), sendo o terceiro município da região a entrar nessa situação. Continuamos com as medidas de controle imediato. A diferença está na participação de todos, principalmente para acabar com os criadouros do Aedes aegypti”, alertou a secretária.

Todas as quartas-feiras, a Prefeitura atualiza os números de casos de dengue no município. Para acompanhar, basta acessar o site oficial www.pindamonhangaba.sp.gov.br/aedes

 

Fonte: Prefeitura de Pindamonhangaba

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