Setorial - Nossa terra no ar.
25 de junho de 2014 08:46

Estudar previne perda de memória, apresenta pesquisa

Idosos foram submetidos a testes que avaliaram aspectos de cognição, como linguagem e atenção

Por Redação

Quanto maior o nível de escolaridade e a prática de atividades intelectuais, como leitura e aulas de música ou pintura, melhor a proteção da cognição e o retardo no surgimento de problemas de memória no período de uma década.

A pesquisa realizada na Clínica Mayo, nos Estados Unidos, acompanhou cerca de dois mil idosos de 70 a 89 anos que não tinham demência. Parte deles, no entanto, mostraram comprometimento cognitivo leve. Esse problema está entre o declínio cognitivo que ocorre naturalmente com o envelhecimento e o diagnóstico de demência, como o Alzheimer.

Os voluntários responderam a questionários sobre seus níveis de escolaridade e a prática de atividade cognitivas e intelectuais no último ano e quando estavam na faixa dos 50 anos.  Também foram submetidos a testes que avaliam aspectos da cognição, como memória, linguagem e atenção.

Conforme os resultados, os idosos que tinham maiores níveis de escolaridade apresentaram uma cognição melhor do que os que estudaram menos. Os pesquisadores concluíram que estudar por mais tempo e praticar atividades intelectuais pode retardar em até nove anos os problemas cógnitos, inclusive em pessoas que carregam o gene APOE4, conhecido por elevar o risco de Alzheimer.

“Atividades intelectuais realizadas durante a vida podem retardar o comprometimento cognitivo e prevenir a epidemia de demência que vivemos”, concluíram os autores no artigo.

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