Setorial - Nossa terra no ar.
28 de maio de 2014 08:54

Diabetes representa maior risco à saúde cardiovascular das mulheres do que dos homens

Os resultados foram baseados em uma revisão de 64 pesquisas feitas nas últimas cinco décadas com 850 mil pessoas

Por Redação

O diabetes pode ser mais prejudicial à saúde das mulheres do que a dos homens, segundo pesquisa feita por cientistas europeus e australianos. O estudo mostra que o risco de uma pessoa diabética sofrer uma doença coronária é 44% maior se ela for do sexo feminino.

A doença coronária acontece quando o transporte do sangue ao músculo cardíaco é bloqueado parcial ou completamente por causa do acúmulo de gorduras nas paredes das artérias. Outros fatores de risco para a doença incluem idade avançada, histórico familiar, tabagismo, má alimentação, sedentarismo e obesidade. Tais fatores são muito parecidos aos do diabetes tipo 2.

O estudo, conduzido por pesquisadores da Austrália, Grã-Bretanha e Holanda, concluiu ainda que mulheres diabéticas têm o triplo de chance de sofrer uma doença coronária do que mulheres sem diabetes. Já entre os homens, esse risco é dobrado.

Os resultados foram baseados em uma revisão de 64 pesquisas feitas nas últimas cinco décadas com 850 mil pessoas.

Em uma pequisa anterior, esse mesmo grupo de especialistas havia apontado que mulheres com diabetes têm 25% mais chances de sofrer um derrame cerebral do que homens diabéticos. “Juntando os resultados dos nossos estudos, temos evidências suficientes de que o diabetes representa um maior risco à saúde cardiovascular das mulheres do que dos homens”, afirmam os autores.

Segundo a equipe, não está claro o motivo pelo qual o diabetes é mais perigoso ao coração feminino do que masculino, porém existem algumas hipóteses. Uma delas é que o metabolismo da mulher precisa se deteriorar muito mais do que o homem para desencadear o diabetes. Sendo assim, quando identificadas com a doença, as mulheres apresentam mais fatores de risco à saúde, como excesso de peso.

“Se os nossos resultados forem confirmados, saberemos que implementar intervenções específicas para cada sexo no tratamento do diabetes poderá ter um grande impacto no risco de uma pessoa ter doença coronária”, dizem os autores.

Os comentários para este conteúdo estão encerrados.