Setorial - Nossa terra no ar.
26 de maio de 2014 14:03

Banco de Leite de São José registra queda no número de doadoras

Por Redação

O Banco de Leite Humano de São José dos Campos começa a sentir a queda nas doações, devido à chegada do tempo frio. Em janeiro, o Banco de Leite contava com 102 doadoras. Hoje, são 45 mães que fazem doações regularmente.

 

Por conta disso, a Prefeitura faz um chamado às nutrizes a doarem o leite excedente. O objetivo é garantir o aleitamento materno a todos os recém-nascidos, incluindo os internados em unidades neonatais e filhos de mães impossibilitadas de amamentar. É o banco que armazena o leite de doadoras, faz coleta e ensina sobre a importância da amamentação.

 

Além do Hospital Municipal, todos os hospitais do município que possuem UTI neonatal contam com a parceria do Banco de Leite Humano para orientar e promover apoio às mães de recém-nascidos prematuros internados.

 

Em São José, foram coletados 1.283 litros de leite, em 2012, de doadoras do município. Em 2013, foram 1.231 litros e, neste ano, até agora, foram coletados 354 litros de leite materno.

 

“Quando você doa leite materno, doa vida para o bebê e força para a mãe”. Este é o slogan da campanha nacional de doação de leite humano deste ano, lançada na semana passada pelo ministro da Saúde, Arthur Chioro, e à qual a Prefeityura está integrada.

 

O lançamento da campanha nesta época tem um motivo: estatísticas mostram que no inverno cai o número de doadoras de leite materno, por conta do frio. A queda se acentua com a chegada das férias escolares que, este ano, começam mais cedo, por conta da Copa do Mundo.

 

Anualmente, o País coleta mais de 174 mil litros de leite humano pasteurizado com qualidade certificada, que são distribuídos a mais de 175 mil recém-nascidos. Em 2013, aproximadamente 46 mil litros foram coletados e entregues à cerca de 50 mil crianças.

 

Como ser doadora

 

Ser uma doadora é fácil. Basta a nutriz fazer o cadastro na unidade pelo telefone do Banco de Leite 3901-3507. É necessário estar amamentando exclusivamente o bebê dela, e se dispor a doar o leite que está sobrando, ser saudável (exames: VDRL, HIV, Hepatite B negativos), não usar álcool ou drogas ilícitas, não fumar ou fazer uso de medicamentos de uso contínuo.

 

Após o cadastramento, a doadora receberá todas as orientações necessárias para a coleta e armazenamento do leite, gorro, máscara e frascos esterilizados. A viatura do Banco de Leite visita semanalmente as doadoras para recolher o leite congelado armazenado e fornecer novos vidros esterilizados.

 

O leite materno protege o bebê de diarreia, otites, doenças que a mãe já teve, alergias; acentua o desenvolvimento dele, diminui a mortalidade infantil entre outras vantagens para a criança. Já para a mãe protege contra o câncer de mama e ovário, estimula o vínculo afetivo mãe-filho, entre outras vantagens.

 

O aleitamento materno deve ser exclusivo até o sexto mês de vida e continuado até os dois anos de idade ou mais. Se a maioria dos bebês fosse amamentada exclusivamente ao seio até os seis meses de idade, isso salvaria milhões de crianças no mundo todos os anos. Se a criança continuar amamentada até dois anos ou mais, seu desenvolvimento pode ser muito melhor. Com seis meses, deve-se introduzir a alimentação complementar, de forma lenta e gradual, com orientações adequadas para a prática da alimentação saudável.

 

Dicas importantes para a amamentação

 

– Levar o bebê ao seio sempre que ele tiver vontade. Quanto mais ele sugar mais leite a mãe produzirá;

– Deixe o bebê esvaziar bem a mama, somente depois ofereça a outra. Na próxima mamada, comece pela mama que ele mamou por último;

– Nos primeiros dias o leite que sai do peito é o colostro, muito importante para proteger o bebê;

– Não existe leite fraco. O leite materno é o que de melhor o bebê pode receber. A criança que mama no peito não precisa de chá, água ou suco até 6 meses. A partir daí dê também outros alimentos e continue amamentando até 2 anos ou mais. Com 6 meses, iniciar a papa de fruta e a papa salgada, com 7 meses, a segunda papa salgada, com 8 meses gradativamente vai se passando para a alimentação da família, e quando completa 12 meses a criança já deve estar com a comida da família, mantendo-se o aleitamento materno;

– Não usar cremes, pomadas ou óleos nos seios, o banho diário é suficiente para a higiene;

– A mãe deve procurar uma posição confortável para amamentar, a barriga do bebê deve estar sempre encostada no corpo da mãe. A boca do bebê deve estar bem aberta, de frente para a mama, o lábio virado para fora e o queixo encostado na mama. O bebê deve abocanhar o bico e a aréola;

– Em caso de dúvidas, procure a UBS mais próxima ou o Projeto Casulo.

 

Fonte: Prefeitura de SJC

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